<i>A Reforma Agrária é necessária </i>
Foi lançado no dia 5 de Novembro, em Évora, o livro A Reforma Agrária é Necessária, de António Gervásio. A sessão de apresentação, na qual participaram, para além do autor, José Casanova e João Pauzinho (ambos membros do Comité Central do PCP), decorreu na sede da Associação Povo Alentejano, com mais presença de meia centena de pessoas.
António Gervásio recordou o que foi a Reforma Agrária, sublinhando a necessidade de produzir as terras incultas, o aumento da produção que se verificou, a imensa solidariedade que alcançou. Os números adiantados falam por si: mais de 1 milhão e 140 mil hectares abrangidos; 550 Unidades Colectivas de Produção (UCP) envolvidas; mais de 50 mil postos de trabalho criados. No fundo, afirmou o autor, «uma esperança de melhores dias para todos os portugueses».
António Gervásio, que conheceu por dentro todo o processo (era dirigente do Partido na região durante os anos da Revolução), lembrou a importância que teve a forma organizada e democrática como o processo de Reforma Agrária avançou. As 12 conferências da Reforma Agrária realizadas reflectem um espaço privilegiado de troca de experiências e prestação de contas.
O autor da obra fez ainda questão de afirmar que «sem a intervenção activa do PCP, certamente o processo da Reforma Agrária não teria avançado tão rápido, com segurança e organização, não teria sido um processo revolucionário de massas». Também as UCP «não teriam alcançado tão rapidamente sucessos extraordinários no campo da produção e organização». Antes de terminar, António Gervásio denunciou a contra-revolução, que levou à destruição da Reforma Agrária. Apontando o dedo acusador ao PS, PSD e CDS-PP, considerou que «o mal maior que atacou a mais bela conquista de Abril foi a brutal ofensiva destruidora, ao longo de 13, 14 anos dos sucessivos governos da política de direita».
José Casanova, que realçou o trabalho realizado por António Gervásio para a elaboração deste livro, chamou a atenção para a necessidade actual da Reforma Agrária: «destruíram a Reforma Agrária mas não a ideia de que a Reforma Agrária é necessária». A passagem da democracia burguesa (do «faz-de-conta», afirmou) para uma democracia avançada passa «necessariamente» pela instituição da Reforma Agrária.
Da assistência, Manuel Branco traçou um quadro histórico sobre a posse da terra desde os primórdios da nacionalidade – da entrega à nobreza e às ordens religioso-militares, após a reconquista cristã até à nacionalização dos bens dos conventos, passando pela Lei das Sesmarias, culminando na Reforma Agrária iniciada em 1974. Só neste último processo, sublinhou, a terra «passou para as mãos de quem a trabalha».
António Gervásio recordou o que foi a Reforma Agrária, sublinhando a necessidade de produzir as terras incultas, o aumento da produção que se verificou, a imensa solidariedade que alcançou. Os números adiantados falam por si: mais de 1 milhão e 140 mil hectares abrangidos; 550 Unidades Colectivas de Produção (UCP) envolvidas; mais de 50 mil postos de trabalho criados. No fundo, afirmou o autor, «uma esperança de melhores dias para todos os portugueses».
António Gervásio, que conheceu por dentro todo o processo (era dirigente do Partido na região durante os anos da Revolução), lembrou a importância que teve a forma organizada e democrática como o processo de Reforma Agrária avançou. As 12 conferências da Reforma Agrária realizadas reflectem um espaço privilegiado de troca de experiências e prestação de contas.
O autor da obra fez ainda questão de afirmar que «sem a intervenção activa do PCP, certamente o processo da Reforma Agrária não teria avançado tão rápido, com segurança e organização, não teria sido um processo revolucionário de massas». Também as UCP «não teriam alcançado tão rapidamente sucessos extraordinários no campo da produção e organização». Antes de terminar, António Gervásio denunciou a contra-revolução, que levou à destruição da Reforma Agrária. Apontando o dedo acusador ao PS, PSD e CDS-PP, considerou que «o mal maior que atacou a mais bela conquista de Abril foi a brutal ofensiva destruidora, ao longo de 13, 14 anos dos sucessivos governos da política de direita».
José Casanova, que realçou o trabalho realizado por António Gervásio para a elaboração deste livro, chamou a atenção para a necessidade actual da Reforma Agrária: «destruíram a Reforma Agrária mas não a ideia de que a Reforma Agrária é necessária». A passagem da democracia burguesa (do «faz-de-conta», afirmou) para uma democracia avançada passa «necessariamente» pela instituição da Reforma Agrária.
Da assistência, Manuel Branco traçou um quadro histórico sobre a posse da terra desde os primórdios da nacionalidade – da entrega à nobreza e às ordens religioso-militares, após a reconquista cristã até à nacionalização dos bens dos conventos, passando pela Lei das Sesmarias, culminando na Reforma Agrária iniciada em 1974. Só neste último processo, sublinhou, a terra «passou para as mãos de quem a trabalha».